O participante corporativo não compra a inscrição. Ele pede permissão para comprá-la.
O participante corporativo não compra a inscrição. Ele pede permissão para comprá-la.
Por que campanha de lote não resolve a venda de inscrição corporativa?
Porque o desconto do lote fala com a pessoa errada. Quem lê o email é o gerente que quer ir. Quem decide é o chefe que aprova a viagem e o financeiro que aprova a fatura. Nenhum dos dois recebeu o email.
Definição curta: inscrição corporativa é a inscrição paga pela empresa, não pelo indivíduo, e que por isso passa por pelo menos uma aprovação interna antes de existir como venda.
O caminho real de uma inscrição corporativa:
- O interessado descobre o evento e decide que quer ir.
- Ele precisa justificar para o gestor direto: por que este evento, por que ele, o que traz de volta.
- O gestor precisa encaixar no orçamento de treinamento ou de viagens, que geralmente já foi definido.
- O financeiro precisa de fatura, dados de faturamento, às vezes cadastro de fornecedor.
- Só então a inscrição acontece. Em muitos casos, semanas depois do primeiro interesse.
O lote com desconto atua na etapa um. As outras quatro seguem sem apoio nenhum.
O que acontece em cada etapa sem ajuda da organizadora:
O interessado monta a justificativa sozinho, do jeito que consegue. O gestor recebe um pedido vago e responde "vamos ver". O prazo do lote vence. O interessado desiste ou espera o próximo lote, que virá com preço maior e a mesma falta de argumento. A organizadora vê a curva de inscrições subir só na última semana e conclui que "o público decide em cima da hora". Não decide. Fica preso no meio da aprovação.
Isso não muda de país. Uma conferência em Bogotá, um congresso em Madri ou um summit em Chicago passam pelo mesmo funil interno da empresa participante. O que muda é a moeda e o nome do formulário do financeiro.
Há um sinal simples de que a organizadora não enxerga esse funil: todo o material de venda de inscrição é escrito para quem quer ir, e nenhum é escrito para quem precisa aprovar.
A pergunta que deixamos é sobre o seu próprio evento: quantas inscrições corporativas vocês estimam que morreram este ano não por falta de interesse, mas por falta de um argumento que o interessado pudesse encaminhar para o chefe?