Todo ano a mesma cena: a organizadora contrata dois ou três vendedores em janeiro, treina em fevereiro, e em m
Todo ano a mesma cena: a organizadora contrata dois ou três vendedores em janeiro, treina em fevereiro, e em março eles ainda estão descobrindo quem decide patrocínio em cada empresa da lista.
Por que montar o time comercial do zero a cada edição é o jeito mais caro de vender patrocínio?
Porque patrocínio de evento B2B não se vende em uma ligação. Se vende em ciclo. E o ciclo não cabe no calendário de um time temporário.
Definição curta: ciclo de venda de patrocínio é o intervalo entre o primeiro contato com a empresa e a assinatura da cota, que costuma atravessar orçamento anual, aprovação de marketing e decisão de diretoria.
O que se perde quando o time é remontado a cada edição:
- O mapa de decisores. Quem realmente aprova patrocínio muda de empresa para empresa. Esse conhecimento fica na cabeça do vendedor, e vai embora com ele.
- O motivo de perda. A empresa que disse não em uma edição tinha um motivo: orçamento fechado, formato errado, timing. Sem registro, a próxima equipe repete a mesma abordagem e recebe o mesmo não.
- O timing de orçamento. Muitos patrocinadores decidem o ano seguinte meses antes do evento. Um time contratado perto da data chega depois da janela.
- A relação. Patrocinador recorrente compra confiança. Trocar o interlocutor a cada edição zera esse ativo.
- O custo de recrutar, treinar e demitir. Ele é real, aparece no caixa e quase nunca entra na conta do patrocínio.
O resultado é conhecido: as primeiras semanas de cada ciclo são dedicadas a redescobrir o que já se sabia na edição anterior. E a venda de patrocínio começa quando deveria estar no meio.
Isso vale para uma feira no México, uma conferência na Colômbia, um congresso nos Estados Unidos ou uma exposição na Europa. O padrão é o mesmo em qualquer país, porque o problema não é geográfico. É de continuidade.
Não estamos falando de escolher entre vendedor bom ou ruim. Estamos falando de estrutura: um processo comercial que não sobrevive de uma edição para a outra é um processo que recomeça do zero, com todo o custo que isso implica.
A pergunta que fazemos às organizadoras com quem conversamos: quando o evento termina, o que sobra da operação comercial além da planilha de cotas vendidas?